sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Por antecipação




Dizer que eu te amo
Simplesmente já não me satisfaz!
Deitada à sombra do teu corpo
Vejo-me perdida em desalento
Entre uma luz que não ilumina
E uma treva que não cega...

Nenhuma lágrima corre pela minha face
Nenhum sopro de ar em meus pulmões
A vida parou para fazer nada
Atenta a um momento desperdiçado

Eu pude ver um largo sorriso
Mas ele não era para mim!
Então, resignei-me a ficar sem...

Agora tão desatento!
Sua mente vagueia longe
Por entre lugares que finjo que desconheço
Eu pensei que te sabia
E sei! Sei de tudo sem nada saber
E a dor que chega antes que amanheça?

Eu chamei e ninguém me respondeu
Eu gritei mas ninguém ouviu
Eu chorei e três anjos vieram
Para enxugar minhas lágrimas...

Dizer que eu te amo
Simplesmente já não me satisfaz...
Então digo que te odeio!
Mas, se nem eu acredito nisso
Quem irá acreditar?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dói em paz!


Tua presença ilumina minha vida
E todas as minhas noites e dias chuvosos
Daqueles que parecem com lágrimas
Quem vem para alimentar a dor da saudade...
Teu colo é refúgio certo
Teu amor, antídoto pra qualquer mal!
É nele que espero, aguardo
Enquanto tua falta me toma os sentidos...
És meu cúmplice e fiel amigo
Meu guia e guardião!
É em ti que descanso e me fortaleço
E mesmo quando tudo parece perdido
Posso reconhecer tua voz em meio ao caos
Chamando-me de volta para ti
E para a vida plena e feliz
Que tenho o privilégio de compartilhar
Com aquele que escolhi para mim!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um segundo a mais


Hoje toquei um acorde triste
E cantei uma lágrima
Já perdi a noção do tempo
Desde que você partiu...

Quando é que você vai voltar?

Estou parada no tempo
Naquele instante em que tudo mudou
Recuso-me a sair daqui!
Quero manter a última lembrança da dor
Assim posso ter um segundo a mais com você...

Hoje eu apenas queria isolar-me na escuridão
Esquecer de mim mesma e de todos
E prender-me nas lembranças
Que pertenciam somente a nós
Mas é tão difícil fazer isso
Quando se está cercada de luz!

A canção mais linda que já compus...
O amor mais puro que já guardei...
A dor mais profunda que já senti...
Tudo isso pertence a você!

O momento final sempre em minha mente...
Lá no fundo, a certeza
De que tudo que sinto por você
Não são apenas palavras bonitas
Das quais , um dia, poderei me cansar...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Primeiro


Vejo pedaços de espelhos pelo chão
Depois de passar a noite inteira a lhe procurar
Você percorrendo um labirinto
Como criança que brinca de esconde-esconde
E eu sempre em frente com a minha busca...

Tantas salas e corredores!
Sigo meus instintos mais do que meu coração
Quando finalmente abro a porta certa
Um portal para o submundo

O lugar está cheio de curiosos
Pessoas despreocupadas e felizes
Que parecem nem estar ali
Por um momento até me distraio com esta cena
Mas não foi para isso que vim...

Pedaços de espelhos pelo chão
O coração cada vez mais acelerado
Olho para o fundo da sala mais a direita
E levo um instante para acreditar...

Sim! Eu reconheço estes olhos...
Os olhos de um deus!
Parado ao lado de sua sepultura
Você olha para mim...

Nem sei como me aproximei
Só lembro de estar tão perto
A ponto de sentir seu cheiro doce
E o calor da sua pele

E quando sua boca esteve junto da minha
Perdi a noção de tudo
Vejo três símbolos tatuados em suas costas
Logo eu toco para saber se é real
E sinto mais uma vez
O cheiro inebriante da sua pele

Enquanto o êxtase me toma os sentidos
Recobro a lucidez por um momento
E então eu digo – Não!
Você não precisa fazer isso!

Seus olhos olham fixamente nos meus
E em meio a um cenário de terror
A imagem mais bela que eu poderia ver:
Em cima de um túmulo abandonado
Jazíamos nós dois sepultados
Em um abraço para toda a eternidade...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Acima e abaixo


Ajo por impulso
Por pura falta de juízo!
Porque sou inconsequente
Não conheço regras
Desprezo leis
Imprudência é o meu nome

Não respeito a ninguém
Não me importo com nada!
Amor é para os tolos
Compaixão é para os fracos
Fé, somente para os cegos
Esperança é para os ignorantes

O prazer é minha felicidade
Adrenalina é minha energia
É o que me faz voar livre
Durante o tempo que me resta
Nas asas da minha sensatez...

A quatro mãos



Por Franky Viper e Alessa Bernhard

A sombra do destino se esvai
E com minhas forças fico pedindo
Que você traga minha vida de volta
Rezando para que tudo que vi
Não passe de uma ilusão...

Adormeço na completa solidão
Porque você se foi
E levou tudo que eu realmente tinha!
Não lhe peço muito
Só quero que você me faça entender

Pois você me deu uma razão
Agora me deixa aqui perdida...
Então fico repetindo que sou forte
E quando me olho
Só vejo alguém de quem não gosto
Porque quem me fez tão bem
Acabou me destruindo!

Agora vejo que vivi
Estes instantes por nada
Criando sonhos e esperanças que foram
Apenas torres de maldição

O que aconteceu com meu coração?
Onde tudo aquilo que olho e penso
Tornam-se lembranças de um passado
Que não quero na minha vida...

Vampirismo


Sangue pútrido!
Sangue fétido!
Não mereces minha boca
Nem meus dentes afiados
A te sugarem sem compaixão

Teu gosto é gosto de podridão!
Mesmo assim te beberia
Até a útima gota
Porque também não mereces dar vida
A um ser tão estúpido!

No pain for the dead






Os dias passam calmos e dolorosos
A espera parece infinita
Os ponteiros correm lentamente
Segundo a segundo... minuto a minuto...

O calor desconcertante não impede
Que eu trema diante de cada calafrio
Que sinto enquanto penso angustiada
Em tudo que pode ter acontecido...

A vida está em silêncio absoluto...

Como um cadáver que apodrece
Como um amor que adormece
Como a dor que cala fundo
A felicidade que você deixou em mim

Você extinguiu meu sorriso
E deixou uma lágrima constante
Que não cai e nem seca...
E essa dor que não tem fim?

O que faço com ela
Agora que você se foi?
Vou trancá-la em meu peito
Junto com o amor que lhe devoto

Quem sabe um dia
Essa dor silencie
E passe a ser somente mais uma
Das muitas sombras que aguardam
A hora exata para um golpe fatal!

Tormenta


Quem me jogou nesse mar
Sabia exatamente o que estava fazendo
Deixou-me aqui para morrer sozinha
Já que eu não sei nadar...

não vejo mais o céu
Ainda não posso tocar o chão
Mesmo tendo os olhos abertos
Tudo que vejo é escuridão

Não há luz...
Não há nenhuma luz...
Afundando nesse abismo
Parece até que estou voando...
Um vôo dentro d'água!
Você sempre soube que eu não sabia nadar
Então por que me deixou aqui?

Sempre afundando...
Sempre afundando...
O ar já me faz falta
Não sei por quanto tempo mais
Poderei prender a respiração

Nem sei porque ainda resisto
Por que não começo logo a engolir
Essa água negra e podre que me cerca?
Você me traiu e me abandonou!
Somente isso deveria importar...

Talvez eu espere que você se arrependa
E volte para me salvar
Vejá só!
(risos)
Ainda continuo sendo a mesma idiota!

É chegada a hora...
Não posso mais prender a respiração...
Tudo que eu sei é que...
Adeus...
Eu amo você...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Superfície


Primeiro era um pressentimento
Eu sabia que você poderia mudar minha vida...
Então você me descobriu e agora
Posso me ver exatamente como sou

Como é que você consegue
Tocar-me sem me tocar
E sem que ao menos eu precise
Ouvir o doce som da sua voz?

Minha pálida pele não evidencia
As chamas que ela esconde por dentro
Como pode então a água pegar fogo?

Mil noites em claro não serão
Suficientes para me conter
Nem extinguir este furor
Em que me encontro agora e para sempre

Desejos impiedosos que atordoam minha mente
E traspassam meu corpo
Fazendo-me em mil pedacinhos
Que você terá que juntar, um por um
Todos os dias, tudo de novo

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reflexo



Vejo-te assim como me vês
Amo-te assim como me amas
Nem mais, nem menos
Nem muito ou pouco
Pois o amor basta a si mesmo
E não pode ser medido

Deste-me mais do que eu tinha
E muito mais do que eu esperava
Deste-me até mesmo o que eu não queria
E o que eu achava que não precisava

Mais que tudo isso
Deixaste-me livre para escolher, decidir
E até agora, por vezes, pergunto-me
Se alguma vez, alguma coisa eu te dei

Certamente, encontrei alguém tão lúcido quanto eu !
Ou seria tão louco quanto ?

Só sei que quando olho pra mim mesma
Vejo que estou diferente
Toda manhã uma feliz surpresa:
Um enorme sorriso em um reflexo no espelho

Sorriso que é reflexo da tua presença
Tão marcante e real, mesmo na distância
Reflexo do amor que me dás
Sem que eu precise pedi-lo

Então olhe, veja...
Pois este sorriso te pertence
E mesmo em meio as maiores dores
Ele continua lá

Porque meu amor é teu ...
Porque também sei que estás ao meu lado...
E é tão bom, mesmo em meio a toda essa loucura
Saber que, finalmente, descobri o que é estar em paz!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um momento


Estou me sentindo vazia
Não sinto vontade de ir ao trabalho
Queria mesmo sair por aí sem rumo...
Quero reconstruir minha cidade destruída
Mas não sou mestre-de-obras
Acho que preciso de ajuda...

Queria, por um momento
Esquecer quem eu sou
Ou, até mesmo, tentar ser
Alguém diferente, uma nova pessoa
Melhor que essa, mais feliz...

Mas é difícil aceitar perder
Tudo o que tenho
Mas, na verdade, não tenho nada!
Só um sentimento lindo
E um sonho que dói aqui dentro

Tento não ouvir a voz que me diz:
"Deixa ir o que não te pertence"
Isso tudo me deixa tão confusa!

Às vezes, acho que tenho medo
De buscar algo novo
O medo de não ser feliz
Pode me impedir de enxergar possibilidades
E pessoas que realmente podem
Fazer com que eu sinta
Que viver por outras razões
Também vale a pena

Mas sinto que poderia
Acabar traindo a mim mesma
E quando chegar a hora
Quem me dará essa resposta?

Eu mesma já não sei mais...

Black Tears

Aqui está toda a dor
Que um dia eu pensei ter fim
Novamente se levanta sobre mim
Reinventando meu antigo pavor

Toda a dor
Que um dia eu deixei pra trás
Novamente se levanta sobre mim
E mesmo assim
Posso contemplar um sorriso entre as lágrimas...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Inércia

Emoções fluem como água
E me empurram para dentro de mim
Águas vem e vão fluindo lentamente
Até ganharem a força necessária
Para jorrarem para longe

Olho para todos os lados
Sem ver absolutamente nada
Procuro pacientemente uma maneira
De cuspir as emoções para fora
Sem que seja necessário
Que a dor me deixe aos gritos

Mas nada disso acontece...
Simplesmente me deixo levar por aí
Limito-me a não pensar, não sentir
A não ver nenhum rosto, nenhum sorriso

Estou parada em frente ao tempo
Espero que por mim ele passe
Assim como as águas
Que dentro de mim vem e vão

Não sei o que me aguarda
Mas agora eu sei aonde devo ir

E não tenho pressa...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

E até lá...

Passam-se os anos
Nada permanece igual
As crianças riem
As vezes brigam

E crescem...
Crescem rápido!
Para o bem
E para o mal

Elevo meu espírito
Acima da compreensão humana
Ninguém entende o porquê
Das minhas decisões

Tão radical! - dizem alguns
Não vai conseguir! - falam outros
Você não deve ficar sozinha!
Ele vem e diz...

Eu não estou só!
Não mais... e pra nunca mais...
Se eu disser que é por amor
Quem vai acreditar?

O amor que poucos conhecem
E muitos dos que sentem
Nem sabem o que é

Em um mundo tão mesquinho
Onde impera a futilidade
Quem irá compreender?

A solidão não me preoculpa
A carne um dia apodrecerá
Não vou manchar o sentimento
Com uma garrafa de vinho
Que depois de derramada
Deixa uma mancha rubra
Que não mais sairá

Da veste branca em que me fiz
Não resta nada além de certeza
E coragem para seguir adiante
Pagando o preço que o amor impõe
Mesmo que isso pareça
A maior de todas as loucuras

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Insanidade

Pelo sangue fui resgatado
Pelo sangue me tornei assassino
Pelo sangue me vendi

Desprezando o primeiro resgate
Percorri um caminho sem volta
Que eu mesmo escolhi

Para onde irei sozinho
Guardar meu desespero
Se não há outro caminho?

Minha sanidade obscura
Lamenta profundamente ter esquecido
A inocência branca e pura

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Träumerei

Como o prometido, ontem dormi
Pensando nos sonhos que tivemos
Sonhamos sempre acordados
Voávamos longe... juntos e para sempre

Um instante pode ser eterno?

Sorrindo então adormeci
Não foi em seu colo
Não foi em seus braços
Não foi sentindo em meu rosto
O calor da tua boca
Mas, mesmo assim
Você me fez feliz!

Novamente sorrindo despertei
Não foi ao seu lado
Não foi olhando em seus olhos
Nem pude ouvir sua voz
Como tanto desejei...
Mas, mesmo assim
Continuo sorrindo feliz!

Seu rosto ilumina meus pensamentos
Mais que somente uma fresta:
Uma enorme explosão de luz
Acho que gosto de ficar cega...

Finalmente posso voltar
Mudar o curso, a direção
Usarei minha própria luz
Para iluminar outras trevas
Com a certeza de que você merece
Muito mais do que eu posso lhe dar

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Destroços

Atravesso minha história
Enquanto percorro os destroços
De uma vida que, um dia
Será destruída para sempre!

Por todo o chão vejo pedaços
Pedaços de sonhos, de pesadelos
Pedaços de minha mente
Pedaços de mim mesma

Tudo gira em torno a mim
O sorriso em choro se transforma
Sem uma única fresta de luz
Me vejo só na escuridão

Espero a hora em que meu peito
Começará novamente a explodir
Trazendo tudo abaixo
Implodindo o que restou

Uma vida que já não existe
Um quase nada de esperança
E uma e outra lágrima negra
Que insiste em cair no chão

Virtude

Tudo o que não deveria
Alcançou meu coração
O sentimento foi desvirtuado
Pelo medo, pela tolice

Quem não merece, tem tudo
A quem merece, não dou nada
Essa é minha justa troca
A balança pende para o caos

Mas não será assim sempre
Quando chegar a hora
Para qual lado penderá?

Para o lado que me der tudo?
Para o lado que me der nada?
Para o amor ou o egoísmo?

Seja qual for meu destino
Já não está nas minhas mãos
Minhas decisões serão tomadas
Segundo o merecimento de outros...

Mas todos sentirão o rigor quando
A minha justiça anunciar sua sentença
Não sei o que é ter piedade
E, no final, ninguém me escapará

sábado, 18 de setembro de 2010

Equilíbrio


Hoje resolvi deixar tudo
Em minha casa quando parti
O medo, a dor, o desespero
E o bem que tanto prezo

Resolvi lançar-me as trevas
Segui seu conselho
A luz foi ofuscada
Estendo minhas mãos ao caos

Enfim me vejo em frente a um espelho
Chamando de volta quem forcei a partir
Pedindo ajuda a quem reneguei
E que, tantas vezes, não deixei voltar

Eis que ela vem sem demora...
Você adoraria vê-la!
O olhar que enfeitiça
A mão que acaricia enquanto fere

A linha finalmente se rompeu!
Sangue é o que ela deseja
Sangue é o que eu quero!
Imponho agora a outros
O que foi dado a mim

Então delicio-me em ver
As vidas que passam por minhas mãos
Vidas que posso salvar ou destruir
Enquanto aguardo sem paciência
Um equilíbrio que nunca vai chegar

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Victoria


Quem teve medo
Trancou-se em seu mundo
Quem não acreditava
Quase entrou em desespero

Eu, como sempre,
Assumo as consequências
Faço o que ninguém faria
E sigo em frente...

O Diabo não é tão feio
Quando o encaramos face a face!
Isso eu já sei...
Mas você também precisa saber

Depois do confronto, a certeza
Nem um único beijo, a despedida
Minha mente vagueia livre
Finalmente alcança o Céu...

Enfim, posso caminhar triunfante
Por entre os restos de uma cidade adormecida
Saboreando sem pudor meu triunfo!
A redenção que a certeza me revela

Sigo, então, o rastro doce
Que ficou pairando pelo caminho
Doce como gosto de sangue
Doce como o sabor da minha vitória!

domingo, 12 de setembro de 2010

Poema de treva e luz

Quando quase não havia mais vida
O vento sopra novamente
Seu sopro quente em meus pulmões
E finalmente posso descobrir quem eu realmente sou

Eu sou aquela que te segue pela escuridão
Sempre pronta para te ajudar se você cair...
Por favor, olhe para trás!
Você consegue ver que não está só?

Serei tua jaula e teu consolo
Serei teu lamento e teu refúgio
Sentirei tua dor
Chorarei tuas lágrimas

Daqui em diante seremos assim:
Treva e luz convivendo em perfeita harmonia
Eu ilumino sua noite
E você escurece o meu dia



Amor que não diz adeus

Existem pessoas que passam por nós
Deixam suas marcas e depois vão embora...
Na minha vida foi sempre assim
E a gente tem que aprender a deixá-las ir...

Mas, derrepente aparece um anjo
E toma tuas dores
Dissipa tuas trevas
Está lá nos momentos de profunda solidão

Impossível evitar o amor...
Amor que aquece, amor que acolhe
Amor profundo e verdadeiro
E que eu sei que não irá embora...

Você sempre estará comigo
Será minha luz quando eu não mais enxergar
Serei teus pés quando não puder caminhar
Seremos necessários um para o outro...

E continuaremos assim
Rumo a eternidade...

Um rosto na escuridão


Tantas cores e luzes me cegam
Tantos risos me angustiam
Meu próprio riso me leva ao desespero
Depois, ao choro
E os gritos em minha mente
Que não consigo jogar fora?

Às vezes queria fugir de tudo
Simplesmente sair correndo para o nada
Olhando para tantos rostos...
Você está aqui
Mas não é nada do que vejo...

Você me roubou de mim
E a dor que isto causa me corrói por dentro
Destrói meus sentidos
Aniquila-me por completo

Mas em meio a multidão
Surge um rosto conhecido
Ele vem em minha direção
Então eu posso lembrar
Do quanto é bom sentir dor
E ver o sangue escorrer
Por entre o dedos de setembro

sábado, 11 de setembro de 2010

A primeira vez

Minha mente está vazia
Isso é tão estranho!
É como se estivesse sendo formatada
Para que a vida reinstale
Todos os programas novamente

Parece que alguém fez o backup
De todas as minhas lembranças
E eu que não costumo olhar para trás
Vejo os arquivos quase sem pressa...

Posso ver os meus erros, acertos
E tenho a chance de reprogramar tudo
Desta vez, sem falhas
Seguindo adiante sem hesitar
Rumo a primeira vez...