sexta-feira, 19 de novembro de 2010

No pain for the dead






Os dias passam calmos e dolorosos
A espera parece infinita
Os ponteiros correm lentamente
Segundo a segundo... minuto a minuto...

O calor desconcertante não impede
Que eu trema diante de cada calafrio
Que sinto enquanto penso angustiada
Em tudo que pode ter acontecido...

A vida está em silêncio absoluto...

Como um cadáver que apodrece
Como um amor que adormece
Como a dor que cala fundo
A felicidade que você deixou em mim

Você extinguiu meu sorriso
E deixou uma lágrima constante
Que não cai e nem seca...
E essa dor que não tem fim?

O que faço com ela
Agora que você se foi?
Vou trancá-la em meu peito
Junto com o amor que lhe devoto

Quem sabe um dia
Essa dor silencie
E passe a ser somente mais uma
Das muitas sombras que aguardam
A hora exata para um golpe fatal!

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