quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Inércia

Emoções fluem como água
E me empurram para dentro de mim
Águas vem e vão fluindo lentamente
Até ganharem a força necessária
Para jorrarem para longe

Olho para todos os lados
Sem ver absolutamente nada
Procuro pacientemente uma maneira
De cuspir as emoções para fora
Sem que seja necessário
Que a dor me deixe aos gritos

Mas nada disso acontece...
Simplesmente me deixo levar por aí
Limito-me a não pensar, não sentir
A não ver nenhum rosto, nenhum sorriso

Estou parada em frente ao tempo
Espero que por mim ele passe
Assim como as águas
Que dentro de mim vem e vão

Não sei o que me aguarda
Mas agora eu sei aonde devo ir

E não tenho pressa...

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