sábado, 18 de setembro de 2010

Equilíbrio


Hoje resolvi deixar tudo
Em minha casa quando parti
O medo, a dor, o desespero
E o bem que tanto prezo

Resolvi lançar-me as trevas
Segui seu conselho
A luz foi ofuscada
Estendo minhas mãos ao caos

Enfim me vejo em frente a um espelho
Chamando de volta quem forcei a partir
Pedindo ajuda a quem reneguei
E que, tantas vezes, não deixei voltar

Eis que ela vem sem demora...
Você adoraria vê-la!
O olhar que enfeitiça
A mão que acaricia enquanto fere

A linha finalmente se rompeu!
Sangue é o que ela deseja
Sangue é o que eu quero!
Imponho agora a outros
O que foi dado a mim

Então delicio-me em ver
As vidas que passam por minhas mãos
Vidas que posso salvar ou destruir
Enquanto aguardo sem paciência
Um equilíbrio que nunca vai chegar

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