quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Criança Azul




Apenas um instante
E eu já lhe pertencia...
Quando eu não mais esperava
Quando decidi entregar-me ao nada
Ela me roubou de mim
O que eu poderia fazer?

Mas ela decidiu partir...
Tudo era incerto...
Podia ser tão doloroso!
Então, disse adeus e se foi...

O que eu poderia fazer?

Fiquei esperando
Sem mais nada esperar...
Crianças são mesmo assim
Vem e vão sem saber direito
Para onde devem correr...

Venha, criança azul!
Seus olhos sombrios
Não escondem sua cor
Venha e corra livre pelos átrios do jardim
Que eu construí pra você!

Venha, criança azul!
Abra suas asas
Você pode voar alto!
E quando sentir medo
Corra para meu abraço
Eu lhe protegerei

E a vida não terá fim
Assim como o meu sorriso
Minha felicidade também tem cor
É azul! Azul índigo!

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